Audiodescrição e Legenda para Surdos e Ensurdecidos, no Sexy Hot - TICTAG

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Cenas do filme Desejo Proibido. Um senhor em pé de terno observa um casal.
04 ago, 2020

Audiodescrição e Legenda para Surdos e Ensurdecidos, no Sexy Hot

Audiodescrição (AD) e Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE) farão parte da grade de programação do Canal Sexy Hot. Os recursos de acessibilidade serão inseridos em todos os filmes com selo do Canal.

As produções ficarão disponíveis no http://sexyhot.com.br e nas plataformas de vídeo-on-demand (VOD) das operadoras de TV por assinatura. Havendo mais novidades do tema, repercutiremos o assunto aqui no blog.

O anúncio foi feito pelo próprio canal, no dia 3 de agosto, com a notícia de que a partir desta quinta-feira, dia 6, os filmes “Sugar Daddy” e “Desejo Proibido” já estarão no ar com os recursos, contemplando a Linguagem Universal e atendendo pessoas com baixa visão, cegas e pessoas surdas.

Joana Peregrino, proprietária da Conecta Acessibilidade, em reportagem publicada na Folha Online, conta que a adaptação exigiu um estudo das escolhas dos melhores termos, ritmo e tom de voz do narrador. Características essas para dar a fluidez para que as pessoas com deficiência visual possam entrar no clima do enredo das produções. A Audiodescrição foi realizada por Virginia Maria Barcellos.

Consultoria especializada
A consultoria em Audiodescrição é de Felipe Monteiro, que foi indicado por Virginia pela qualidade do trabalho de Felipe e por já terem se conhecido em cursos de AD online e, depois, pessoalmente em eventos de acessibilidade.

“Há dois anos eu e Virgínia comentávamos da escassez de filmes pornográficos com audiodescrição, eis que veio a oportunidade agora com o Sexy Hot, iniciativa inédita na TV”, comemora Felipe, que é consumidor de filmes do gênero.

“Em se tratando de filmes pornográficos quem consome sabe que são filmes com pouco diálogo e muita ação e que para nós, pessoas com deficiência visual, auxilia demais a Audiodescrição. Super relevante que outras produtoras de outros canais façam o mesmo para termos oportunidades de acesso para outros produtos, não envolvendo apenas relações heterossexuais, como também homossexuais, para que todo mundo seja beneficiado”, diz o consultor.

Para Felipe, a equipe de AD que atua na acessibilidade de filmes pornográficos precisa ser consumidora deste tipo de produto. Segundo ele, uma pessoa que não consome vai ter dificuldades de realizar esse trabalho, isso sem contar, destaca ele, o bom relacionamento e entrosamento que se deve ter entre o audiodescritor roteirista e o consultor. “Isso sempre deve ocorrer, mas principalmente neste tipo de trabalho por existir muitos tabus relacionados ao sexo. A dupla precisa fazer essa troca abertamente até a finalização do roteiro final”, diz.

Como curiosidade a respeito de Felipe e a relação dele com o tema associando o sexo com a AD, ele escolheu para o seu TCC o título “Análise de lexias ‘tabus’ na audiodescrição de imagens estáticas de sexo explícito no filme a História da Eternidade”, quando fez o Curso de Especialização em Tradução Audiovisual Acessível: Audiodescrição, na Universidade Estadual do Ceará (UECE). O TCC pode ser lido no link:https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=85501

Saiba mais sobre a Conecta Acessibilidade na página do Instagram da produtora

Para saber mais sobre o trabalho de um consultor de AD, acesse os canais do Grupo de Consultores em Audiodescrição, no Facebook ou no Instagram

Também no blog da Tic Tag há um post sobre o assunto: O que faz um consultor em audiodescrição?

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